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Falso Empréstimo: como funciona e como não cair no golpe

14 de outubro de 2021 · Por Mayer Sociedade de Advogados · OAB/SC 2097
Falso Empréstimo: como funciona e como não cair no golpe

Hoje vamos falar sobre empréstimos, mas tratando de um assunto que vem crescendo cada vez mais, os golpes que estão por trás das contratações de empréstimos, principalmente aqueles contratados por meio virtual.

O momento em que estamos passando, não é dos melhores. Isso porque a inflação que está em alta nos últimos anos comprometeu muito o orçamento das famílias e a crise política que caminha junto com a crise econômica. Investidores estão cada vez mais saindo do país e o desemprego aumenta a cada dia. Está cada vez mais difícil se manter estável financeiramente com o cenário atual. Ainda, é difícil, manter-se firme com o próprio negócio, em plena recessão econômica, em que as pessoas consomem menos e se endividam mais.

Dessa forma, boa parte da população enxerga como solução para o atual estado o pedido do empréstimo bancário. O consumidor deve estar atento para não ser enganado e deixar que o desespero o deixe cego. Muitas empresas que fornecem o serviço do crédito facilitado trabalham de modo ético e seguro, mas ao entrar com o pedido de empréstimo pode ser solicitado ao cliente que deposite uma quantia exigida para validação antes de conseguir a quantia desejada. E é aí que mora o perigo.

É importante atentar que a cobrança de um valor pré-definido para depósito antes do empréstimo chama atenção para tentativa de golpe. Afinal, grandes financeiras não tem o hábito de oferecer o serviço de empréstimo desse modo. Sempre é necessário desconfiar

Como não cair no golpe do depósito adiantado

O primeiro passo para garantir a veracidade do negócio a ser fechado com uma financeira, é verificar se a instituição é autorizada pelo Banco Central.

Essa autorização pode ser encontrada através da consulta pelo atendimento ao consumidor do site do Banco Central ou através de ligação telefônica para o número 145. Com informações suficientes será fácil consultar a procedência de quem está oferecendo o crédito e garantir a segurança do cliente.

Outro fator importante é a análise do contrato a que lhe é submetido. É fundamental a leitura e releitura do contrato que se está prestes a assinar, e a se comprometer por muito tempo e com uma instituição que pode ou não ser confiável.

É necessário ainda que se certifique da competência da empresa que não exige consulta ao SPC e Serasa, pois, muitas vezes a generosidade com o cliente pode ser uma verdadeira armadilha.

Muitos casos comprovam o quanto é comum que ainda que se informe ou procure recomendações, algo de errado aconteça durante o tempo do contrato aceito; seja por cobranças indevidas, juros abusivos, etc. Portanto, antes da real efetivação do contrato, vale a consulta nos sites de informação sobre atendimento ao consumidor da qualidade da empresa. Existem páginas on-line (Reclame Aqui) e instituições responsáveis (PROCON) por relatar insatisfações de consumidores enganados por incontáveis falsas empresas ou instituições duvidosas e com má reputação.

Em nenhum caso forneça documentos pessoais ou depósito prévio em contas de pessoas físicas. Cuidado com a insistência ou pressão de empresas ou pessoas para que feche o negócio. Desconfie de qualquer  informação que a instituição não queira repassar, faça todas as perguntas necessárias e só confirme o empréstimo e assine o contrato depois de consultar pessoas de sua confiança, ou com maior instrução.

Não aceite propostas muito generosas ou “imperdíveis”, como dizem os vendedores. Saiba analisar sua  necessidade e nunca feche negócio sem antes comparar as oportunidades de empréstimo com várias empresas, para certificar-se que é uma situação segura e próxima da realidade. Algumas propostas que no início parecem irrecusáveis não passam de um abismo de preocupações e arrependimento.

Por último, esteja sempre de olhos abertos e atente-se à qualquer situação como essas. Seguindo esses passos, a chance de que algo dê errado diminui em muito. São medidas básicas que deveriam ser adotadas por todo consumidor.

Mas, se ainda assim, o inesperado acontecer e perceber que lhe aplicaram esse golpe, procure a delegacia mais próxima, com todos os documentos possíveis, tenha sempre consigo a via do contrato vigente e os nomes de pessoas com quem negociou, número de contras bancárias que lhe foi passada, e, absolutamente em todos os casos registre um Boletim de Ocorrência.